domingo, 22 de setembro de 2024

ciGanA...

Aff... não é preconceito, questão de ter empatia ou não... é questão de inconveniência.. Não tem jeito, eu não gosto de ciganos... Mas não estou me referindo aos Banjaras, ciganos músicos e dançarinos, que realmente carregam e disseminam a cultura cigana que tem seus aspectos interessantes, mas me refiro aos “calom”, aqueles ciganos que tentam ser ciganos, que chegam dominando terrenos vagos como se fossem sem terras. Que não têm casa de alvenaria, mas barracas com lonas, não trabalham, mas têm dentes de ouro, caminhonetes. Aqueles que ligam os microondas, geladeiras e televisores em suas barracas a partir de gatos na rede elétrica na qual pagamos por ela e por eles, afinal a taxa de iluminação pública está lá na nossa conta. Como pode isso? Tem gente que trabalha muito e honestamente e mal consegue comprar uma bicicleta e enquanto isso a “calomnada” está lá. As mulheres com suas saias e vestidos de cores vivas e fortes quase nos obrigam a dar nossas mãos para elas lerem. Ocupam as calçadas das ruas e quando você passa, você mulher, pois nunca vi elas pararem um homem sequer, quando passa, elas te puxam e se você der uma desvencilhada elas não deixam você escapar.
Um dia desses, saindo do dentista eu me deparo com elas na calçada mais a frente e como sempre, vou em direção ao outro lado da rua. Quando estava prestes a atravessar a rua, não é que uma delas me surpreendeu? Com sua saia laranja em um tom extremamente forte com seus dentes de ouro ela fala: “Deixa eu ler a sua sorte” e tenta pegar a minha mão. Eu respondi a ela: “Só se você deixar eu ler a sua primeiro...”

... Ela virou as costas e juntou-se as outras... Por que será?

é AsSiM...

Não tem jeito, passam-se dias, meses, anos, décadas e o ser humano continua sendo e sempre será egoísta. O sentimento de posse sempre atordoa as pessoas, fazem com que elas surtam. “Eu não quero mais ele, não tem mais jeito, mas o fato de saber que hoje ele está nos braços de outra é o fim. Argh!” Como assim? E as coisas remoem lá dentro... Tudo por conta do sentimento de posse.
“Fulaninha, sou louco com você, mas não posso lhe oferecer exclusividade e ficaria muito chateado e nossa relação poderia sofrer conseqüências se soubesse que você se envolveu com outra pessoa.” Como assim? E as coisas remoem lá dentro... Tudo por conta do egoísmo...
Não há psicologia ou outra ciência capaz de fazer com que o ser humano aceite determinadas circunstâncias sem sofrer danos emocionais. Por mais que estudos consigam justificar tais comportamentos, nenhum ainda descobriu a forma de aceitá-los, eliminá-los. Os homens sem paciência acham as mulheres complicadas, e as mulheres em análise a sua essência feminina acham os homens muito racionais... mas é impossível viver sem eles, é impossível viver sem elas... e assim vamos, cada um tentando lucrar e se beneficiar da melhor forma... Evidenciando coisas, omitindo, deletando, colecionando... vivendo realidades, ilusões, medos, fantasmas, desejos, sonhos... e por falar em desejos e sonhos... no aspecto relações humanas é impossível sonhar sozinho, o monólogo não existe e na maioria das vezes esquecemos de consultar a personagem coadjuvante se é de interesse dela fazer parte dessa peça, aceitar o convite para atuação. Complicado demais né? E assim vamos que vamos!! Na tentativa de chegar em comum acordo até mesmo como conseqüência de um desacordo... E ser feliz... independente dos percalços.

... sEmPre uM roStiNhO fEliZ?

Mercado lança mais uma boneca model loira estilo Barbie, a “Vaidosa”. Com saudade do tempo da infância, daquelas manhãs onde não temos nada para fazer a não ser assistir desenho animado e aguardar a nossa mãe nos mandar para o banho, almoçar, escovar os dentes e depois de tudo isso, aula... Hoje resolvi assistir por alguns instantes, uma vez que a vida adulta não me permite isso a manhã inteira, desenho animado, Tom e Jerry, que continua tão engraçado e com a mesma trilha sonora de alguns bons anos atrás. Sem tempo e interesse pelo que é transmitido nas polegadas das tradicionais, planas e plasmas eu não sabia que as crianças nos intervalos entre o pica-pau, o pateta, as poderosas, dentre outros, são bombardeadas por comerciais HotWills, Polly, DVD só para os pequenos, Barbie veterinária, Barbie Marombeira e o mais nova criação de todas a “Vaidosa”. Boneca magra, loira, de cabelos lisos e o melhor de tudo, você pode lavar os cabelos da boneca que eles continuam macios segundo o comercial que começa assim: Duas meninas, com certeza classe media alta, brincando de cabeleireiro. A “cabeleireira” mirim lava o cabelo da sua cliente mirim loira e diz mais ou menos assim... “Nossa! Que cabelo macio! Igual o da minha vaidosa” em seguida vem à cena do cabelo da vaidosa sendo lavado pela “cabeleireira” mirim. Essas coisas me irritam, os nomes então... vaidosa ou seria vaidosinha? Seu lá... um vaiiiiiiii... qualquer desses...
Além das Barbies, Polly, Susy, Vaiiii e imitações, tentaram resgatar as frutas, as frutas bonecas, pois as frutas humanas, para não dizer bundundas, peitudas, ainda continuam em alta. Na minha época, além das Chuquinhas, tinha também a moranguinho, uvinha, laranjinha, tudo com cheirinho. E hoje em dia bonequinhas com nome de frutas, em tamanho maior voltam a perfumar as narinas das brasileirinhas... Enfim, temos hoje no mercado surta pai surta mãe a coleção de Bonecas Frutinhas agora com novas frutas... ou seja, incluíram novas bonecas... Perceberam que estavam esquecendo um público alvo específico que também consome e assistem desenhos animados, os idealizadores das frutinhas tiveram o “inside do ano”, lembraram, ou até mesmo descobriram que café e cacau também são frutos e lançaram a cacau e café tendo em fim uma salada mista de bonecas aromática quase justa.

A “estrela” da minha época não existe mais, mas concorrência, “criatividade”, variedade e pensamentos brancos ainda perduram.

Uma perguntinha... se você estivesse jogando adedaaaaaanha e a letra da vez fosse a C, no item fruta, você iria colocar caju, carambola, cereja ou café e quem sabe cacau?

eU taMbÉm aBrAcEi...

Adeus coelhinho da páscoa! Hora de voltar à realidade. O feriadão ficou para trás e na sacola no saldo do último final de semana, nada de ovos de chocolate, mas saudade, lágrimas e muita coisa por fazer.
O cotidiano de uma rodoviária costuma ser um lugar extremamente engraçado, com mil coisas para serem observadas e pessoas de todos os estilos, um laboratório e tanto para atores. Eu me divirto, mas hoje, que apesar de não ter pregados os olhos e por isso tenho a sensação de ainda ser ontem, a simpática rodoviária de Juiz de Fora estava lotada, muita gente ia e vinha, alguns com passos mais velozes, outros devagar, arrastando malas, mas independente da velocidade, andar e olhares, a maioria demonstrava cansada e refletia tristeza... Cansada, porque quando saímos da rotina, temos a oportunidade de descanso, mas optamos na maioria das vezes para dar uma passeada, visitar os parentes, rever paixões, amores, conhecer gente nova e outras coisas mais... e triste, porque o feriado não é eterno, porque é preciso despedir-se de quem fomos visitar, porque dói um bocado abraçar ele ou ela, sem a certeza do próximo abraço. Nunca vi em tão pouco tempo tantas pessoas se abraçarem... abraços dados como se fosse o último suspiro da sétima vida de um felino, a última folha que cai no fim do outono em cima de possas de lágrimas de despedida de mais uma estação.
Além de abraços, despedidas, havia também na rodoviária juizforana um jovem bonito que comprava passagem para um lugar qualquer e que ao avistar a moça que passava, olhou para a camisa do Corinthians que ela vestia, para corpo e o rosto dela, não necessariamente nessa ordem e disse todo manhoso: que pecado... (traduzindo a feição e tonalidade com que ele disse, que pecado, seria o mesmo que: tão bonitinha, tinha mesmo que ser corintiana?) e soltou um sorriso muito bonito, estilo comercial de pasta de dente. Ele era bambi, ela fiel, e iniciaram um curto papo futebolesco finalizado com desejos de sorte no jogo da volta... e, mesmo apesar dos sorrisos bonitos e rostos belos compartilhados na hora do xavegol que foi totalmente para fora eu tenho a certeza de que ela é incapaz de reconhecê-lo, ao menos que ele reapareça com a mesma calça xadrez da atual moda masculina jovial, esteja no mesmo guichê e venha com o mesmo papo... com o mesmo momento sem valor algum apesar de tanta beleza.
Na última semana vivenciei muitas despedidas, ausência de sabores, um sábado longo, estressante, com ar de incertezas, porém uma certeza... Ou até mesmo duas do mesmo gênero... que tento entender... sendo lançado mais um desafio na minha vida...
Atualmente me preparo para uma semana de desfechos e desapegos. No quarto onde vi os meus sonhos nascerem, hoje tem muita roupa espalhada, objetos que guardados há muito tempo não tem mais utilidade para a mulher que nasceu de uma menina sapeca e sempre sorridente.
Momentos de decisões, mudanças, reflexões e de muitas atitudes até então somente pensadas que acabam por enferrujar ações ao longo do tempo e trazer entraves no presente às vezes nos surpreende de uma hora para outra, minimizando todos os projetos, expectativas e promessas que costumamos idealizar toda virada de ano.

cOnTrAstEs?

Ele...
Ele um rei, com rainha e dois príncipes, ela uma Princesa com um reino ainda em construção....
Ele com uma vida cheia de coisas resolvidas que impede que outras se resolvam, ela com coisas resolvidas ainda por resolver.
Ele racional, objetivo, matemático... Ela às vezes ingênua, muito aberta, cercada de incógnitas definidas.
Ele gigante, ela também, apesar de pequena...
Ela com pontos ainda por pontuar... ele com vírgulas que talvez nunca sejam pontos...
Ele um rei com castelos, carruagem blindada, ela uma princesa plebéia com sonhos e coletivos caros a disposição...
Ele golfinho, ela estrela do mar...
Ele campeão, ela campeã, porém em modalidades diferentes...
Ela com vários pedidos, ele já pedido.
Ela com ele... Ele com ela...
Ela...


Nesse país tropical existem reis, rainhas, príncipes e princesas?

oNdE vaMoS pARar...

Relações cada vez mais banais… supérfluas… E estou de volta, indignada, em meio há essas banalidades que lamentavelmente nos cercam…. Ontem dediquei alguns minutos da pausa do meu estudo a um programa de TV, desses que nada nos acrescentam, mas que pelo menos me proporcionou boas risadas do ridículo que meus olhos viam. Tem que rir para não chorar!! Não sei dizer o nome do programa, muito menos o canal. A televisão já estava ligada e eu simplesmente aproveitei o embalo e a transição do quadro “O artista nu” para um quadro que sua ementa se resume à: conheça e comece a namorar no programa… Não recordo o nome desse quadro, mas sei que nele existe até um cupido virtual, o tal do queridinho da mamãe e vários tocos artificiais em um cantinho do estúdio destinado aos meninos que não são aceitos pelas meninas super produzidas e com os cabelos arrumados e pintados com a tinta “tomnãoseiquelá” que patrocina o quadro. O cantinho do toco é somente para os homens, ou seja, somente elas têm o direito de dizer não, de dar o toco. Contadinho deles, ou quem sabe sorte… rsrs O pior de tudo não é isso, tem presentinho para quem leva o toco. Quem vai para o cantinho do toco pode até passar o resto do programa sentado no toco artificial, mas em compensação é vigiado o tempo todo por uma fruta humana de uma salada qualquer que o satisfaz mesmo sem ter direito a uma mordidinha. Mas morder para quê né? Se já vão ter assuntos para dar e vender, render com os amigos na comunidade, isso se ainda não conseguirem tirar uma foto com a fruta, a camareira, a porta do estúdio, enfim, alguma fotinha de recordação para levar e mostrar a todos para onde for, provavelmente solteiro… solteira… O que leva uma pessoa a se submeter ou ter a amarga ilusão de que é em um programa de TV, em alguns minutos de um horário que vão encontrar alguém e já sair de lá com um compromisso… O ser humano está cada vez menos humano… Menos sensitivo… Não é fácil dizer sim, demonstrar certeza no que principalmente se diz respeito a mais de uma vida, um coração. Hoje, cotidianamente em webs de entretenimento, dizem-se “eu gosto muito de você”, “eu te amo”, “você é a pessoa da minha vida”, “saudades”… … Pergunto-me: Quantos porcentos desses dizeres são sinceros? Não são frases sinônimas de banalidade? Será que quem diz gostar, gosta mesmo? Será que é o que lemos mesmo? Gosta até quando? Até onde? Em troca de que? É capaz de quê?… ??? Banalidades em conseqüência da carência? Seria isso? Ao contrário de muitos, não tenho medo de ficar sozinha e sim de ser infeliz. Portanto, sou capaz de abrir mão de algo que gosto muito, mas que não me faz feliz, bem. A vontade de fazer a diferença nessa vida e na vida de outrem, de ser extremamente feliz em todos os sentidos, não me permite brincar de pintar, de ao invés de dias em minha vida, eu ter páginas e fachadas, borradas pela acomodação humana e preguiça. Lembro-me, apesar da imaturidade, do peso, da responsabilidade, da falta de fôlego e de uma sensação intraduzível que me consumiu a primeira vez que senti o que é o amor (ou pelo menos uma pontinha dele) e que disse com os olhos lagrimejantes olhando dentro dos olhos do meu amado a frase “Eu te amo”. Como demorei a dizer, a criar coragem. Tive medo, afinal de contas é uma responsabilidade enorme compartilhar vidas, olhar dentro dos olhos de outrem e dizer com sinceridade o que se sente. Hoje, já mulher, madura, profissional, com anos constantes e infindos de estudos, reflexões e questionamentos sinto um vazio que grita por alguém quem não sei quem é, mas por algo que sei o que é… e alguém que queria que fosse… e que torço para que seja, sejamos. Nessa escola da vida, temos tempo para tudo, e várias etapas a serem vivenciadas, aprendizados e maturidades a serem conquistadas. Na minha trajetória até aqui, muito aprendi, amadureci, busquei, e outros iiiiiii…. Sinto que hoje estou entrando em uma série, se assim posso dizer, que traz um peso e uma responsabilidade já sentida antes, porém com mais força e seriedade devido ao tempo e a maturidade… Quero o hoje, no hoje, sem pressa, sem queimar etapas, com calma, com sinceridade, cumplicidade, quero curtir cada detalhe, descobrir sempre… Que a tentativa no hoje, os ideais, os antigos vivos sonhos saem da memória, percebam que o ontem já foi, que o amanhã é incerto e que temos o hoje como dádiva. Que o hoje, em todos os sentidos seja bem aproveitado, vivido e construído com a leveza, sabedoria e sutileza de quem focaliza e quer atingir suas metas e fazer a diferença. Se houver o fracasso no amanhã, seremos vitoriosos por termos tentado, dedicado sem barreiras, restrições e seremos gratos das oportunidades que Deus sempre nos proporciona e que criamos. Não tenho pressa… A paciência é uma virtude humana… eu vim de uma espera e de uma batalha e sou grata a isso… Enquanto não vêem os resultados que almejo, a concretude do que sonho e desejo para mim e para os meus, vou buscando, sendo e mantendo-me humana… não estou simplesmente no mundo, em um corpo… Agora é comigo!! Mas não um “migo” egoísta, um “migo” que anseia por um “nosco”, um “nosco” sincero, verdadeiro, satisfatório e que somatize sempre…
10 de Agosto de 2008.

iMpULsOs dE AmOr

Estava arrumada, pronta para ir assistir um filme... Perfumou-se, marcou o local de encontro e embarcou no caro coletivo. Na bolsa, a carteira, celular, presilha de cabelo, batom, chaves de casa, uma barra de cereal e muito espaço vazio, mas não o suficiente para caber toda a saudade que carregava.
A necessidade de um abraço, de olhar nos olhos, sentir o calor, o sabor, o coração, de tocar, compartilhar sorrisos e... e tantas outras coisas, foram mais forte que ela, que qualquer compromisso, qualquer roteiro cinematográfico...
Pegou o telefone e disse: não vou mais... um dia quem sabe explico o porquê... Discou outro numero e disse: não me pergunte nada, confie em mim, volto amanhã.
E desceu em outra estação, em outra marquise, em outro ponto, em outra rua... enfim... Desceu de um coletivo e avistou outros muito mais caros, mas os cifrões nessa hora, diante de todo desejo e necessidade eram o de menos.
Foi ao banheiro e por uns minutos olhou-se no espelhou. Perguntara se estava certa de fazer mesmo aquilo e seus olhos brilhantes lhe deram a resposta seguidos de um lindo sorriso. Movimentou-se, havia pouco tempo para o embarque.
A vida dele para ela é previsível o que tornou fácil encontrá-lo após as cinco horas de ansiedade sentada dentro daquele ônibus. Pegou um taxi, e surpreendeu-o quando ele saía do carro. Seus cabelos ainda maiores e barba refletiam toda a saudade e dor proporcionada pela distância, pelo rompimento do cotidiano que tinham... Mas mesmo assim ele continuava lindo e até mais charmoso. Os olhos dele, ao mesmo tempo em que irradiavam alegria, pareciam não acreditar no que viam. Ela tremia dos pés a cabeça e nos primeiros minutos não foi necessário dizer nada. Como antes bateram cartão em mais uma etapa da rotina que tinham juntos... E... na corrida contra o relógio se entregaram, foram cúmplices, compartilharam medos, sonhos, desabafos, saudades e se amaram... Foram algumas horas juntos que se pudessem, fariam delas eternas, mas a vida lá fora precisava continuar... e um pouco antes de amanhecer ela precisou dizer até logo... e encarar mais cinco horas sentadas dentro daquele ônibus com o mesmo motorista que ao vê-la com a mesma roupa e ainda sem bagagem demonstrou não acreditar que aquela era a mesma mulher que descia do ônibus algumas horas atrás. Mas uma coisa estava nítida, ela voltara muito mais feliz e certa de que um amor quando verdadeiro é capaz de muito mais do que pensamos...

UmA dIstÂncia E baRrEirA DiFíCil dE aTiNgiR, ImPoSsÍvEL dE dErRuBaR

Uns dias atrás a distância vencida pela saudade, pelo amor. Hoje um amor, uma saudade e uma preocupação contida diante dos empecilhos e segredos dessa vida. Se ao menos soubesse o endereço para inventar coincidências, encarnar personagens, fingir profissões... Mas esse espetáculo a vida não permite, não há palco disponível. Como será que estas realmente? Será que está doendo muito, do mesmo jeito que está doendo aqui? Algumas barreiras e impossibilidades nos tornam tão pequenos, tão impotente diante dos nossos impulsos e vontades contidas. Como eu queria poder cuidar, acariciar, confortar com um abraço, com um sorriso, contar histórias para adormecer. Velar seu sono mesmo que fosse a noite inteira sentada em uma cadeira desconfortável. Como somos frágeis, como essa vida é cercada de mistérios e diagnósticos objetivos, subjetivos... Passo da ânsia do tempo para a ânsia das notícias alegres e que estas me transportem novamente para a ânsia do tempo, das horas contadas para se querer parar o tempo e amenizar essa saudade e necessidade de ter e estar perto.
Pequena tão pequenina... é assim que me sinto... Hoje provavelmente campeã paulista, mas mesmo assim triste... Jogo? Nem quero mais assistir... e também não pularia na mais top de todas as camas... enquanto não voltares a ser Gigante sem essa fragilidade, não tenho motivos para sorrir. Continuo esperando... não tenho motivos para arrastar meus gélidos pés de Vila Rica sem você....

cAdÊ?

Nas mãos de outra pessoa eles não durariam tanto tempo.
Toda noite era assim... De forma parecida como no antigo comercial Ele falava sobre a surpresa e Ela perguntava: Hum...Cadê?
...
E os lábios tocavam-se
...
“Hum delícia!” quero mais ela dizia...

E depois do mais e antes de adormecer, ou às vezes ao amanhecer no caminho para casa ela degustava a surpresa.
E mais um momento mágico, simples e de grande significado compunha a rotina que levavam...
Com Ela ao Norte, Ele ao Sul, Ele ao Sul, Ela ao Norte... Leste, Oeste, Noroeste, mas sempre, até então Sudeste, o desencontro e distância das coordenadas, fez com que a rotina tornasse apenas lembranças, saudades...

Na oportunidade de estarem juntos no Sul, Norte, Leste, Oeste e não necessariamente no Sudeste, faziam questão reviver momentos e rotinas.

E assim foi... e assim é...

Ele: Trouxe um Laka para você?
Ela: Hum... Cadê?
E os lábios tocavam-se.
“Hum delícia!” quero mais ela dizia...

E Ela colocou o chocolate no criado que até hoje Ela não entende porque é mudo.

Mais um luar e...

Ele: Trouxe um Laka para você?
Ela: Hum... Cadê?
E os lábios tocavam-se.
“Hum delícia!” quero mais ela dizia...

E Ela colocou o chocolate no criado que passado mais um dia Ela continua não entendendo porque é mudo.

Outro luar e...

Ele: Trouxe um Laka para você?
Ela: Hum... Cadê?
E os lábios tocavam-se.
“Hum delícia!” quero mais ela dizia...

E Ela colocou o chocolate no criado ainda mudo e Ela ainda sem entender o porquê.

Ele: Meu amor. Você não tem comido os seus chocolates?
Ela: Humhum...
Ainda Ela: Sabe por quê? Guardo eles para degustar um pedacinho por dia quando estamos distantes. Assim me sinto mais próxima de você e consigo trazer para a coordenada que seja longe de você uma pontinha do nosso cotidiano...



qUe SeJa SoL, Fá, Mi... enfim... uMa nOtA eMiTidA...

Nossa! Como esperei por esse dia!
Lágrimas não param de escorrer de felicidade, de alívio por um silêncio quebrado.
Não tinha idéia de que esse amor e admiração eram tão grandes assim. Pensavas muito em você nos últimos dias... a tristeza era grande... mas felizmente o universo conspirou a favor e eu tive notícias sua. Não estou acreditando até agora...
Sei que você deve ter tido os seus motivos e esses são os que menos importa agora.
Descobri tanta coisa na sua ausência... vi a força do que sinto... a importância que tens... Nesse tempo sem notícias, a dor que me consumiu foi maior do que a dor da perda de um amor... Porque apaixonar-se novamente é fácil, mas ter uma pessoa em nossas vidas que seja assim como você, rara, autêntica, sincera e cúmplice é extremamente difícil nos dias atuais.
Infelizmente as conjunturas da vida às vezes nos dispersa de algumas vivências, cidades, mundos, pessoas... Sendo cruel... mas mesmo assim o mundo dá sempre as suas voltas e temos a oportunidade de descer em estações já conhecidas...
A certeza de que um dia você voltaria a falar comigo me movia... As portas desse coração aqui sempre estiveram e estarão abertas para você. Sei que no histórico de nossa historia e convivência não há motivos, obstáculos, pessoas ou circunstâncias capaz de fazer do nosso até logo um adeus. E a prova disso foi o breve, mas significativo contato que tivemos hoje depois de tanto tempo.
Continuo seguindo... com a certeza de que um dia vamos nos reencontrar... melhor do que antes... e enquanto isso vou respeitando o seu, o meu, o nosso... o tempo da vida.
Saudades... até breve...

E eSsAs HiStÓrIaS cOmEçAm AsSiM...

Era uma vez...

Um príncipe lindo e esbelto de estatura alta, cabelos escuros e olhos verdes. O príncipe andava muito confuso, perdido na imensidão do seu castelo à procura da sua felicidade.

Era uma vez...

Uma menina pequenina, de cabelos quase loiros, lisos e olhos castanhos, que passeava no mesmo castelo indecisa da vida e muito tristinha porque não necessariamente a sua madrasta e as suas irmãs eram muito injustas, mas digamos que a vida em alguns momentos era a é injusta.

Num belo dia, num dos muitos corredores do castelo, ou até mesmo filas de bancos, roletas de clubes, o príncipe e a menina pequenina cruzaram-se... olharam-se, encantaram-se!

Como em qualquer historia de amor, de príncipes e princesas, nessa história também havia bruxas, lobos, mentes e reflexões que os tentaram dissuadir do seu amor.

Mas mesmo com todas as bruxas, lobos e circunstâncias, o amor deles nunca deixou de crescer... Aumentava a cada dia, por mais que a varinha mágica, a varinha de condão da gentil fadinha estivesse quebrada.

Fugido em seu cavalo, coletivo caro, a pé, enfim, o príncipe prostrou-se diante da menina pequenina fazendo juras de amor desejando eternamente aquela companhia, fazendo dela uma princesa.

Nesse momento, inundaram-se de uma felicidade e prometeram mais 3.480 anos juntos. E desde então, ninguém mais conseguiu separá-los, nenhuma circunstância seria o suficiente para deixar morrer esse amor. Era evidente que nasceram um para o outro e que jamais iriam desperdiçar aquele momento.

Passaram-se dias, semanas, meses, anos e até mesmo décadas... e até hoje o amor deles perdura. Porém, ainda não há registros do que aconteceu durante todo esse tempo, se casaram, quantos filhos tem, se ela ainda continua com os cabelos longos.

Essa é uma história, de um era uma vez, com páginas ainda em branco, por mais que já esteja impresso na última página desse livro a frase: E viveram felizes para sempre!

E essa história começa assim: Era uma vez!

E termina assim? E viveram felizes para sempre!

E por aí vai....

Nem sempre as coisas são tão simples assim... até o final feliz que almejamos, temos ainda muito o que escrever... ficando algumas histórias com o livro em aberto para serem completadas, por mais que desejamos chegar logo ao final.

¼ dE sÉcULo... uM pOuCo mAiS dE 1/3 De SéCuLo...

Ele é do tipo que abre a porta do carro, liga todos os dias, faz com que ela sempre fique do lado esquerdo da calçada referente ao sentido que caminham... é daqueles que elogia todos os dias... e que não tem vergonha de exaltar em público todo amor sentido... ele é do tipo que logo compreende as preferências, caras e bocas... Ele... é o máximo, tudo que elas sempre sonharam, mas talvez nunca possa ser seu, nem meu...

Já ele... ainda não tem maturidade para compreender coisas do tipo abrir a porta do carro, ligar todos os dias, proteger a companheira andando sempre do lado esquerdo da calçada referente ao sentido que caminham... é daqueles que elogia também, mas ainda como um menino admirado, encantado e não com a firmeza de um pouco mais de 1/3... e ainda esta aprendendo sobre o amor... ele é do tipo que ainda não compreende as preferências, mas às vezes acerta e faz de tudo para tentar entender as caras e bocas... Ele... é o máximo, ainda na escola para ser tudo que elas sempre sonharam, mas... a diferença primordial é que ele diz ser seu.

É só você dizer que sim...

qUe ChEiRiNhO bOm...

Adoro quando vem aquela chuva fininha e passageira que surpreende algumas tardes. Adoro mais ainda o cheirinho de terra molhada que invade meu quarto... nessas horas, me dá vontade de comer uma caixa de morangos, morangos com chantilly... e depois fazer um prato de brigadeiro...
Não, não sou gulosa, muito menos estou de TPM... tudo isso é culpa da chuva, da fina chuva que caiu agora a tarde. Hum... se não fosse meu tornozelo torcido teria saído correndo pelas ruas, sentindo cada minúscula gota cair sobre o meu corpo... Mas como se não bastasse o tornozelo, tem também os meus sonhos e “sonhar é preciso, mas agir na direção da realização de um sonho é fundamental”... portanto, deixo o banho de chuva para outra hora e guardo a caixa de morango, o chantilly e o prato cheio de brigadeiros para uma ocasião bem especial... e enquanto isso, sigo o meu caminho com os biscoitinhos da vovó e o suco de abacaxi da mamãe.

qUeM DiRiA...

Estava eu hoje, tranquilamente sentada em uma cadeira com os pés descalços descansando em outra. Estava em um churrasco, onde conversa vai, conversa vem e acabamos não prestando muita atenção em tudo que acontece ao redor.
Não conheço muitos podólatras, mas sei de alguns casos, mas não como esse que vivenciei. A maioria dos podólatras prefere unhas claras e adoram sandálias. E lá estava eu com o meu pezinho do jeitinho que eles gostam com as unhas pintadas de renda e minha sandália ao lado.
Se parasse para observar ao redor e observar se havia alguém de olho no meu esquerdo e no meu direito, eu seria incapaz de perceber, de identificar quem era o podólatra que ali estava, o podólatra da vez.

Fui para o meu quarto não lembro fazer o que e de repente batem a minha porta e eu ouço a seguinte frase: “Pelo amor de Deus, desde que você subiu meu filho não para de me perturbar dizendo que quer o seu pé. Ele disse: Mãe, eu quero o pé dela, eu quero pegar no pé dela”...
Fiquei surpresa com aquela cena e pude perceber o quanto o pequeno projeto de homem com apenas 4 anos não tirava os olhos dos meus pés. Um pequeno menino fascinado por uma pequena parte do corpo feminino, um pequeno menino com o desejo inconsciente, imaturo e puro concentrado nos pés de uma mulher... Vê se pode!
Esse pé-queno príncipe vai dar um trabalhão e tanto!! Risos...

eM bUsCa De EsTrELiNhAs...

Como somos covardes em certos momentos, como o ser humano é capaz de fraquejar diante de situações onde tudo é muito claro e óbvio. Poderia escrever tanta coisa aqui agora, poderia colocar para fora e cuspir tanta coisa que gira de um lado para o outro, que bate em cada parede dentro de mim... mas dessa vez, prefiro transformar tudo em lágrimas ao invés de palavras, porque as palavras as vezes trazem a tona lembranças, e tudo o que menos quero agora são lembranças... já as lágrimas... essas lavam a alma... todo mundo tem um dia assim... dia em que dá vontade de desligar a chave da ignição do mundo e chorar, chorar, chorar e chorar, ficar quietinho, sem responder perguntas, sem conversar... Poderia falar tanta coisa... mas o melhor agora é silenciar e fazer do tempo um aliado e a ânsia de vencê-lo mais um desafio. Na minha cabeça, trilhas sonoras, desenhos animados, teatro de sombras, um corpo que fala, um corpo que cala. Na vida há perdas e ganhos, algumas perdas são reversíveis, já outros ganhos, que nunca foram ganhos, são impossíveis... não adianta gritar, lutar, sentir, manifestar, mostrar... nem enxergar a verdade inconscientemente ou até mesmo conscientemente e ser a favor dela adianta. Me sinto hoje uma estrelinha pequenina... com seu brilho fraco... sem forças para admirar o sol, a lua, contemplar a terra. Sinto ter perdido uma constelação... o cometa Halley já passou... e eu não consegui segurar na calda dele e acompanhá-lo... voar pelo mundo cantando, sorrindo, amando, nadando... mas nem isso... nem cometa... nem água... nem oceano... uma estrela perdida... um peixe fora d’água...

Vivo presenteando as pessoas com estrelinhas em ações significativas do cotidiano e me sinto perdida com a busca das minhas... e com isso as vezes me sinto com a cabeça nas nuvens... sejam elas alguns momentos negras e em outros aquelas que são branquinhas, leves e tão doce quanto algodão doce.

Mas apesar de todos os contratempos e decisões difíceis que temos que tomar em alguns momentos de nossas vidas, aqui do alto, por entre cometas, estrelas, nuvens de chuva onde mergulho sem cansar posso ver o mar... as cachoeiras... os pássaros a cantar, os campos verdejantes... sinto as correntes de vento que deslocam-me... e em uma única tarde sou capaz de ver, vivenciar, admirar e observar vários caminhos... vários frutos... e assim vou... buscando o que é o melhor para mim, para os meus entes... plantando na hora de plantar, colhendo na hora de colher, podando na hora de podar... dando gargalhada quando sinto necessidade... me derramando em lágrimas quando necessário... mas o melhor de tudo... sempre em busca de estrelinhas para tentar compor de forma harmônica as constelações que me circundam enquanto não consigo concretizar a base da minha própria constelação,

sÓ sEi QuE nÃo AgUeNtO mAiS...

Ligo o rádio e lá estão as músicas do MJ...
Ligo a TV e lá estão as pessoas lamentando a morte do MJ...
Se pego um livro o telefone toca e no meio da conversa alguém menciona: "e o Michel? Você viu? Sacanagem né? Fiquei chateado? Era fã".... aiaiaiaiaiai Fala sério!! Estou mais preocupada com o resultado do jogo do timão hoje do que com a perda de uma estrela que não fazia parte da minha constelação...
Por falar em jogo do timão... ainda devo ter que aturar um minuto a mais na partida por conta do... nem preciso mencionar né?
Até filme do MJ tem passado na televisão... e é daqueles filmes que você pensa... Meu Deus onde o roteirista estava com a cabeça...
Não tenho nada contra nem a favor ao menino multicolor MJ...
Mas também não o considero um ser humano em plena sã consciência... pois uma pessoa com mais de 500 milhões de dólares chegar quase a falência... Não é uma pessoa normal...
Dessa época só herdei dos meus pais Led, Pink, Queen...
O que me irrita é que a vida continua...
Tem muitas outras coisas acontecendo no mundo e tantas outras para serem resolvidas...
O defunto já esta fedendo e mesmo assim ainda continua sendo o assunto do topo de todas as mídias...

Enquanto a Neda, aquela moça, a Neda Soltan de 27 anos morta inocentemente pelas causas que defendia no caos da política Iraniana... Lembra?

*... Neda? Desculpa... We Are World... ... é que o som do rádio está alto e não ouvi o que você disse.

Será que se esqueceram momentaneamente também desta pandemia gripal que incomoda o mundo, ou isso não tem mais importância? Afinal na Terra do Nunca - Neverland's - não existia problemas isto NUNCA iria acontecer no reino de Michael... Ainda mais onde os filhos já nascem usando máscaras...

sEmPrE aSsIm...

Mais um inverno chegou... e mais um par de velas que eu não quis usar, mas guardei, tentaram cumprir o ritual festivo dos anos passados do dia em que nascemos...

Nos últimos seis invernos estive longe da “família”, em especial da minha mãe e dos amigos sinceros e eternos...

Já nesse, estive ao lado da mãe, da adorável e extremamente amada vó Lup, dos amigos e do verdadeiro amor... Foi maravilhoso... Perfeito, mesmo sem o abraço daquele que não se sacrificou em atravessar o viaduto e me dar um abraço, sem o abraço daquele que se conteve apenas com um telefonema a sua filha no dia do seu aniversário... economizando alguns metros, alguns minutos... Houve até um convite para ir atrás, mas no meu dia? Sinto muito... mas a última vez já foi o suficiente... Mas na verdade sempre foi assim né? Eu que ainda acho que um dia vai ser diferente... mas vai ser sempre assim Pai, eu sempre irei amá-lo e em muitos outros instantes e dias estaremos bem próximos mas não iremos nos mover para vencer distâncias...